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História do Brasil

Prologo: Portugal, Pequeno Europeu, Gigante do Mundo (1066 – 1500)

No final do século XI, os povos da Península Ibérica se rebelaram contra a presença árabe. A aliança é necessária para recupera o controle de sua terra. As províncias de Castela, Leão e mais tarde de Navarra, Aragão e Galícia nascem.

A província de Portugal também é unificada sob a influência do duque Henry de Borgonha, mais tarde Conde de Portugal. Seu filho se proclamará rei de Portugal antes de obter a autonomia do território de seu primo Alfonso VII, rei de Castela e Leão.

O esquadrão de Pedro Alvarez Cabral, deixa Portugal em 1500 com um duplo objetivo. Consolidar a rota comercial para as Índias orientais e navegar mais para o oeste no Atlântico para tomar posse das terras descritas por Vasco da Gama em seu diário de bordo.

Portugal unificado se desenvolve na ponta sudoeste da Europa, naturalmente de frente para o mar. O ar do oceano misturado com perfumes exóticos e a atração do ganho empurra os portugueses para a costa africana, procurando uma rota marítima para as Índias.

Ato I: Portugal, um pé no Brasil (1500 – 1567)

Em 22 de abril de 1500, Pedro Alvarez Cabral, desembarca em uma terra que chamou de “Terra de Vera Cruz”. Esta parada ocidental no caminho para as Índias é um continente habitado onde vivem muitas civilizações ricas e milenaristas: astecas, incas, tupinambás. Eles não resistirão aos europeus armados com cavalos, rifles e bactérias.

Uma rota comercial é estabelecida para a exploração do “Pau-Brasil”, cuja seiva é utilizada no tingimento de tecidos. O projeto colonizador não verá a luz do dia até 1530. Dom João III, rei de Portugal, cede a seus “fidalgos” alguns pedaços de terras na colônia tropical virgem.

Nasceram assim muitas capitanias. Elas pertencem aos seus “governadores” que se comprometem a estabelecer uma casa religiosa euma casa de justiça, defender o território e o explorar comercialmente. Das 13 capitais cedidas pelo rei, São Vicente e Pernambuco prosperam graças ao comércio de cana-de-açúcar. São Salvador da Bahia torna-se capital e sede da administração colonial.

Médicos, farmacêuticos, camponeses, nobres, soldados, jesuítas, mulheres, … desembarcam no litoral da Bahia. Um pouco mais ao sul, há também um clima de agitação. O cavaleiro de Villegaignon, convertido aos huguenotes, chega a Baía de Guanabara para estabelecer a França Antártica.

Esses movimentos preocupam os Portugueses. O jovem Estácio de Sá e uma escolta são enviados para a região. O objetivo é fundar uma cidade e expulsar os invasores. São Sebastião do Rio de Janeiro foi fundado em 1º de março de 1565, mas os franceses resistirem. Eles serão expulsos em 1567.

Ato II: Portugal, à Conquista do Brasil (1567 – 1692)

As pedras fundamentais do Império são colocadas, mas a sobrevivência é precária e árdua. Não há vestígios de ouro, enquanto a Espanha o extrai facilmente dos países andinos. Os franceses fundam São Luis, no atual Maranhão. A cana-de-açúcar aclara-se às condições do norte, mas falta mão-de-obra.

Portugal se lança a conquista do Brasil.

Os portadores de bandeiras de São Paulo se aventuram longe do oceano em busca de ouro, sem sucesso. Portugal começa o comércio triangular de diversos grupos étnicos vindos da África e resolve a falta de mão-de-obra. Uma intervenção militar põe fim às pretensões francesas.

Um grande revés é sofrido quando a Holanda se torna, por jogos de alianças geopolíticas, inimiga de Portugal.

Para obter o controle do comércio do açúcar, a Holanda invade Pernambuco. O acordo é “cordial” e a cidade de Recife se desenvolve sob a influência iluminada do governador Mauricio de Nassau. Sua partida aquece rapidamente os espíritos. As forças presentes, os escravos, os índios e os colonos se reúnem e jogam os holandeses ao mar em 1654.

Nas décadas seguintes, o comércio está estabilizado na colônia, onde há prodigiosas misturas étnicas para a fundação da identidade popular brasileira.

Finalmente! No início do século XVII, os aventureiros de São Paulo descobrem o ouro. Esta notícia dá início ao primeiro movimento migratório em massa português para a colônia.

Ato III: Brasil envia os Metais a Portugal (1692 – 1763)

O final do século 17 anuncia turbulência. A descoberta de ouro nos rios do futuro estado de Minas Gerais se espalha como pólvora.

Os portugueses deixam a metrópole quando os comerciantes locais e o trabalho escravo conquistam essas terras desocupadas. O ouro flui livremente; Vila Rica, atualmente Ouro Preto, e Mariana são erguidas. O barroco adorna as igrejas, as reservas parecem inesgotáveis.

As capitais históricas: Salvador e Rio de Janeiro se desenvolvem favorecidas pela circulação de ouro. O rio Amazonas substitui o eixo comercial das Índias Orientais dominado pelos portugueses. A castanha do Pará, a canela, os cravos-da-índia, o cacau e as plantas medicinais são comercializadas para a Europa para satisfazer as necessidades de luxo da população.

A integração geográfica continua. As capitanias de Goiás e Mato Grosso são criadas quando, em 1750, um tratado Hispano-Português define as fronteiras entre os reinos.

A coroa portuguesa reivindica a parte do leão e leva 20% de todo o ouro extraído na colônia. Tal confisco alimenta ganâncias e revolta legiões.

Oitocentas toneladas de ouro foram extraídas das minas brasileiras no século XVIII. Quarenta por cento foram enviados diretamente à coroa inglesa, o principal credor do reino até 1765.

Ato IV: A Colônia Ultrapassa a Metrópole ( 1763 – 1822)

Em 1763, o Brasil tornou-se o vice-reino de Portugal. O marquês de Pombal, político iluminista, compromete-se a modernizar a colônia. Reestrutura o aparelho administrativo, diversifica a produção agrícola, expulsa os jesuítas e transfere a capital de Salvador da Bahia para o Rio de Janeiro.

A segunda metade do século marca o declínio da produção de ouro. Um grande problema em um local onde qualquer produção industrial é proibida.

O final do século XVIII viu um punhado de homens se mobilizarem contra a monarquia e exigir a emancipação. Essas tentativas frustradas terminam em sangue, mas o essencial resiste: nasce o sentimento de independência.

Em 1808, fugindo dos exércitos napoleônicos, o Príncipe Regente de Portugal, Dom João VI, e sua corte desembarcaram no Rio de Janeiro. Ele empreende muitas reformas logo que ele chega. Elas permitirão que a colônia se emancipa do jugo de Portugal.

O pacto colonial está quebrado: os portos estão abertos ao comércio; o Banco do Brasil, o Tesouro Público e o Jardim Botânico são criados. Uma missão artística francesa é convidada a dar ao jovem reino um esplendor europeu.

Um longo reinado iluminado para recuperar o tempo perdido. Dom João deixa o Brasil em 1821 para manter a monarquia em Portugal. Ele legou ao filho, Dom Pedro I, o cuidado de continuar seu trabalho e a necessidade de proclamar a independência.

Algo que ele fará em 07 de setembro de 1822.

Ato V: O Brasil Imperial – 1822 – 1889

Dom Pedro I declara o Brasil independente de Portugal em 07 de setembro de 1822; uma tarefa fatalmente necessária. Agora é preciso fornecer ao país uma constituição e os órgãos de representação necessários para um estado independente.

Enquanto os outros países sul-americanos são independentes e republicanos, o sistema monárquico continua no Brasil. Em 1824, o Imperador promulgou a primeira constituição do Brasil. Distingue os três poderes, mas inclui o poder moderador do Imperador.

Em 1831, Dom Pedro I abdica de sua coroa brasileira em favor da de Portugal. A isso segue um período de regência porque seu filho, descendente de Orleans e Bragança, não tem idade suficiente para assumir o reino. Ele será coroado imperador em 1840, aos 15 anos de idade.

Apelidado de magnânimo e popular, participou ativamente da política doméstica. Em 1864, ele inicia uma sangrenta Tríplice Aliança contra o Paraguai. Os paraguaios ainda sofrem a derrota nesta guerra.

A indústria é praticamente inexistente, o Brasil é agro-dependente: café, borracha, açúcar são os principais recursos da economia. O trabalho escravo permanece indispensável para a produção da terra.

Esta é uma situação contrária à política inglesa, principal parceiro comercial do país, que força a criação do trabalho livre. Após várias leis que limitam o tráfico de seres humanos, a princesa regente Isabel promulga, em 13 de maio de 1888, a Lei Aurea, abolindo a escravidão no Brasil.

O reinado de Dom Pedro II termina em 15 de novembro de 1889 com a proclamação da República do Brasil.

Ato VI : A entrada do Brasil na Republica – 1889 – 1964

A república é proclamada, o imperador exilado, a escravidão abolida. No entanto, nenhuma estratégia foi traçada para integrar os libertos na nova república. Eles são relegados a atividades marginais, sem acesso à educação.

Os primeiros presidentes brasileiros são militares. Em 1891, a primeira Constituição Federal republicana se estabelece e, com o início dos governos civis, começa uma alternância governamental entre os cafeicultores paulistas e os agricultores mineiros. Ela durará até 1930, e trabalhará contra a industrialização do país.

Neste período, centenas de milhares de pessoas emigram para o Brasil, especialmente da Itália, da Alemanha e do Japão, como mão-de-obra livre para o trabalho da terra.

Getúlio Vargas chega ao poder em 1930 em um golpe de estado. Ele permanecerá 15 anos à frente de um governo populista e autoritário que terá o mérito de formar uma rede se suporte social e trabalhista para a população e iniciar a industrialização do Brasil.

O período pós-Vargas é caracterizado pela abertura política, vários partidos são criados em busca de um equilíbrio entre a centralização dos poderes e a autonomia das províncias. A industrialização do país continua.

O visionário Jucelino Kubitschek se apresenta à presidência. Chegou em 1956. Sua ambição: desenvolver o país 50 anos em 5 de mandato. Uma aposta em parte conseguida pela transferência da capital federal do Rio de Janeiro para Brasília, centralizando territorialmente a política brasileira. A última pedra fundadora do povo brasileiro.

A grande popularidade de Kubitschek não é suficiente. Ele não será reeleito. Os seguintes anos são de problemas políticos. As intrigas e as manipulações levaram à prisão militar do poder em 1964.

Uma ditadura militar que durará 21 anos.

Ato VII: Da Ditadura ao BRICS – 1964 – 2012

Em 1964, em um ambiente geopolítico global durante a Guerra Fria, os militares fomentaram um golpe contra as instituições e assumiram o poder no Brasil. Uma situação que vai durar 21 anos.

Este golpe é patrocinado pelos Estados Unidos, seduzido pelo discurso anticomunista dos militares. O Brasil se torna seu principal aliado na América do Sul, que já sofre com a doença das ditaduras financiadas em vários de seus Estados-membros. Um aliado que muitas vezes perturba as manobras políticas de Washington.

Os generais, para manter a estabilidade política, governam com punho de ferro, despojan as liberdades políticas e individuais. Um período em que a expressão é difícil, os pensadores livres se exilam. Em contrário, a propaganda governamental funciona maravilhosamente e a economia cresce influenciada pela política industrial e pelas obras faraônicas de infraestrutura.

Em 1985, o militarismo entrou em colapso e a democracia voltou ao Brasil. O desafio é assustador, devemos parar o galope da inflação e reduzir o abismo social deixados pela ditadura. E isso começa mal! O primeiro presidente eleito morre antes da sua posse. O segundo governo eleito, de 1990, é deposto por acusações de corrupção.

A estabilidade política na presidência começa somente em 1994, com a eleição de Fernando Henrique Cardoso. Ele faz um governo de estabilização da economia, controle da inflação e consolidação do Real, moeda criada no governo anterior e até hoje usada no Brasil. Ele será reeleito em 1998. O candidato do Partido dos Trabalhadores, Luiz Inácio Lula da Silva, se torna o líder supremo em 2002.

Seu governo está empenhado em reduzir a pobreza, reduzir o desemprego e impor o Brasil internacionalmente como um “global player”. O sucesso se acumula, o petróleo é encontrado. Lula goza de uma popularidade sem precedentes e é reeleito em 2006.

O Brasil se torna um grande do mundo. Uma prova! A Copa do Mundo e os Jogos Olímpicos terão lugar nessas terras. Lula tem uma popularidade tão alta que consegue eleger sua sucessora, Dilma Rousseff, que terá pela frente a responsabilidade receber o mundo para estes dois grandes eventos esportivos.. ou não.

Ato VIII : De Modelo para o Mundo a Símbolo do Caos – 2012 – 20..

Dilma Rousseff, primeira mulher presidente do Brasil, está empenhada em continuar o caminho estabelecido pelo governo anterior.

A tumultuada história fica no passado. O aparelho político é estável. Os recursos naturais são abundantes. O mercado doméstico está crescendo. O capital estrangeiro está se reunindo. Investimentos industriais, sociais e em infraestrutura estão no seu máximo.

O governo, a população e os estrangeiros estão surfando a onda que faz do Brasil um dos países mais atraentes do momento.

Com os avanços econômicos e sociais, o Partido dos Trabalhadores se mantem no poder. A direita não parece ter força para virar o jogo. A história encontra o presente e os tumultos voltam à cena política. Em junho de 2013 é realizada a Copa das Confederações, o ensaio da Copa do Mundo. Protestos são convocados, e a população pede melhores sistemas de saúde e educação. O evento esportivo é um sucesso.

O inverno de 2014 é o memento da Copa do Mundo. Alegria nas ruas, Alemanha campeã e eleições presidenciais em seguida. Dilma Rousseff é reeleita e a direita sofre nova derrota, mas dessa vez não aceitará calada. Movimentos de mídia somado a acusações de corrupção trazem a oportunidade de um novo golpe de Estado. O vice-presidente conspira, a elite financia, os Estados Unidos apoia. Uma massa branca rica e de classe média sai as ruas pedindo a deposição da presidente recém eleita.

Manobras parlamentares permitem nova queda democrática em 2016, e colocam no poder Michel Temer. Ele se torna o anfitrião do mundo para os Jogos Olímpicos.

Seu governo de ataque aos direitos trabalhistas e sociais e fortes acusações de corrupção logo fazem dele o presidente mais impopular da história do Brasil. Ele completará o mandato de sua antecessora até o final de 2018, ano de novas eleições. Será?